entenda o projeto
Um carro para chamar de seu.
Creative Commons
o que é isso?
Português
Aqui você pode conferir todas as discussões sobre as ideias e decisões técnicas que deram origem ao FCC-III como ele está sendo projetado hoje. Todas as especificações deste carro do futuro serão publicadas em Creative Commons em breve.
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Desde o início das postagens no Mio, ficou claro que, ao imaginar um carro para chamar de seu, a maioria dos participantes pensa em um veículo para uso urbano, diário. Ele precisa maximizar o uso do espaço interno, e ao mesmo tempo ser pequeno o suficiente para permitir novas soluções de trânsito – dê uma olhada na quantidade de ideias com a palavra-chave compacto.
Qual o propósito de um novo veículo nos dias de hoje? Que tipos de tarefas ele precisa cumprir? Qual deve ser sua autonomia, sua velocidade máxima, seu consumo ideal?
A tendência dos gadgets integrarem cada vez mais funções em um único aparelho parece infinita. A função de mediaplayer, por exemplo, está mais do que consolidada nos celulares atuais.
O automóvel dos sonhos precisa mostrar evolução na interface com as pessoas. Além da comodidade cada vez maior, o motorista deve acionar comandos e funções diversas com um mínimo de interferência naquilo que é mais importante: a direção segura.
Notebooks possuem senha e conhece seus hábitos – pelo menos os hábitos eletrônicos. Celulares já alimentam redes sociais e, com funções de navegação agregadas, ajudam a situar seus donos em relação às pessoas e lugares. Que tal integrar tudo isso ao automóvel?
Todos os motoristas que já deram aquela fechada - ou foram fechados - sem querer sentiram na prática o perigo dos pontos cegos no trânsito. Como reduzi-los?
Elétrico, híbrido, eólico, solar, com células de combustível, movido a hidrogênio... acima de tudo, a mecânica do Mio precisa obrigatoriamente constituir uma alternativa sustentável, de baixa poluição, e que custe menos para ser abastecido.
Alguma vez você já percebeu a aproximação de um carro sem precisar olhar, só de ouvir o ronco chegando perto? Nos automóveis movidos a eletricidade, o ruído do combustível sendo queimado e movimentando as engrenagens do motor a princípio não iria mais existir, tornando as ruas extremamente silenciosas.
A exemplo do notebook que trava, ou do celular que pifa, o proprietário quer entender melhor o que acontece com seu automóvel. É preciso um sistema de diagnóstico mais elaborado e interativo, sem desperdício de papel.
O Mio deve incentivar, na medida do possível, o uso de materiais de origem reciclável ou natural, e a substituição dos metais por plásticos, fibras e outros materiais mais leves e facilmente reaproveitáveis. Mas qual será a disposição do público em ter um automóvel assim?
Desenvolvida na indústria aeronáutica, o drive by wire substitui as conexões mecânicas, varetas e engrenagens por sistemas eletro hidráulicos de sensibilidade artificial. Dessa forma, é possível liberar espaço, revolucionar a disposição dos controles e permitir múltiplas configurações.
Ao projetar informações no para-brisa, o HUD elimina a necessidade do motorista tirar os olhos da estrada. A tecnologia já existe nos aviões há bastante tempo, mas continua restrita a uns poucos automóveis top de linha.
Os participantes do Mio sugerem automóveis que ofereçam atualizações para continuarem modernos / atraentes ao longo dos anos. Isso pressupõe uma maior modularidade por parte dos veículos. Será que é possível?
Motoristas com necessidades especiais atualmente dependem de automóveis adaptados. Idosos também não contam com facilidades ergonômicas, como ocorre no Japão. Novas tecnologias como o drive by wire podem ajudar a desenvolver uma interface de controle capaz de se adaptar a diferentes necessidades.
Em complemento aos sistemas eletrônicos de freio, tração e estabilidade, os automóveis começam a empregar câmeras, radares e sensores ópticos para monitorar o tráfego ao redor do veículo e as reações do motorista, antecipando situações potencialmente perigosas.
Para tornar viável um automóvel elétrico ou movido por outras energias limpas, é preciso garantir uma rede de reabastecimento abrangente e funcional. Diversas soluções estão sendo testadas mundo afora para, quem sabe, tomar o lugar dos postos de gasolina.
Enquanto os automóveis adotam sensores que monitoram as proximidades, vias experimentais e operadoras de navegação por satélite desenvolvem sistemas de comunicação entre os veículos e as vias. Isso deve possibilitar o surgimento do tráfego sistematizado, em que o motorista já não precisa mais dirigir seu automóvel, apenas indicar o endereço desejado.
A biometria analisa as características físicas das pessoas para reconhecê-las. Essa identificação pode ser usada para reconhecer o estado do motorista (se ele está com sono, por exemplo) e, principalmente, para liberar o acesso ao automóvel.
Nos Estados Unidos e no Japão, existem iniciativas para integrar um bafômetro aos veículos, e assim analisar os índices de bebida alcoólica antes de permitir a ignição do carro. A medida é polêmica, dividida entre os que apóiam esse controle preventivo, e os que consideram o equipamento dispensável.
Diversos modelos e conceitos abdicam do estepe para aproveitar melhor o espaço disponível, a diminuição no peso e a conseqüente economia de combustível. Além disso, muita gente não cuida do estepe, que acaba inutilizado.
Quais sentidos podem ser estimulados para proporcionar bem estar e conforto a bordo, durante o trãnsito?