
Em áreas reduzida, como o teto de um automóvel, utilizam-se células fotovoltáicas feitas de semicondutores. O protótipo Venturi Astrolab causou sensação três anos atrás, com seus dois assentos em tandem e 3,6 m² de placas com 21% de eficiência, velocidade máxima de 120 km/h e autonomia de 110 km (18 dos quais fornecidos exclusivamente pelo sol).

O mercado ficou a cargo do minicarro Eclectic, outro projeto inusitado da Venturi. As placas fotovoltáicas de 0,8 m², no teto, adicionam 2 km diários de autonomia. Além disso, ele pode vir com uma miniturbina eólica (é serio) que você monta enquanto estiver estacionado. Um vento razoável gera energia suficiente para até 13 km a mais. No total, ele cobre distãncias de 50 km, mas para isso precisa passar um tempo ligado à tomada, antes de partir.
Evidentemente, o Eclectic foi feito para centros urbanos. Leva três passageiros, e deve entrar em produção nos próximos meses. Um lote inicial de 200 unidades já foi vendido. Não se assuste com a falta de portas – as unidades de produção virão com esse sutil acessório. E o preço não é brinquedo: a partir de 15 mil euros (40 400 reais), mais as devidas personalizações.

Num patamar acessível, a nova geração do Prius tem como opcional um teto de placas fotovoltáicas suficientes para climatizar o interior mesmo quando o carro está desligado. Sistema semelhante vai equipar o luxuoso Fisker Karma.
Para produzir energia em doses mais significativas, são necessárias células fotovoltáicas que, por enquanto, custam milhares de euros por centímetro quadrado. A médio e longo prazo, a situação deve mudar.
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