Um ambicioso modelo alternativo está sendo implementado pelo projeto Better Place, em Israel – não por coincidência, um país com praticamente nenhuma reserva de petróleo. Além de nada menos que 150 mil pontos de recarga para veículos plug-in, o Better Place planeja construir 100 estações para troca de baterias, parecidas com um lava rápido. A idéia é que, ao invés de esperar carregar, o usuário troque a bateria vazia por uma cheia, num processo automatizado que demora menos de cinco minutos.

Capitaneada pelo israelense Shai Agassi, o Better Place inova ao desvincular os carros elétricos de suas baterias: a montadora faz o carro, e uma operadora local vende planos de fornecimento de baterias e créditos de energia em postos de recarga (energia essa, de preferência, vinda de fontes renováveis). As baterias, portanto, seriam de propriedade da operadora – o que garantiria a correta manutenção e manuseio das unidades em circulação, além de reduzir substancialmente o preço dos automóveis, pois os conjuntos de baterias são a parte mais cara de um elétrico.
Outros acordos de cooperação já foram feitos com governos e empresas da Dinamarca, Austrália, Califórnia e Havaí. No Japão, onde 20% do CO² emitido por veículos é produzido por táxis, a maior empresa do ramo vai colocar uma pequena frota de elétricos dentro do esquema Better Place, a partir de janeiro. Uma estação de troca de bateria será construída em Roppongi Hills, no centro de Tokyo. A expectativa é de que, em dez anos, carros adaptados ao Better place substituam a frota de 60 mil táxis da cidade.
Numa extensa reportagem, a revista Wired classifica Shai Agassi como o homem que pode simplesmente acabar com o petróleo. E você, o que acha?
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