
Com esse curriculo modesto – esqueci de dizer, ele ainda projetou o McLaren F1, o mais veloz carro de rua do mundo (386 km/h) no final do século 20 – Murray e sua equipe voltam a fazer barulho, dessa vez com um projeto de veículo urbano para o dia a dia, o T.25. Menor que um Mini ou mesmo um Smart Fortwo, três deles estacionados na transversal devem ocupar a vaga de um único carro médio.

O habitáculo é modular, batizado de iCentre: o motorista senta no centro, à frente (como no McLaren F1), enquanto as laterais podem ser ocupadas por dois passageiros, recuados em um segundo nível, ou bagagens. Terá inicialmente um motor de 660 cilindradas, comparável ao de uma moto, mas com relação peso-potência superior à de sedãs 2.0, consumo abaixo de 34 km/l e metade do limite europeu para emissões de CO². Motores elétricos ou células de combustível ficariam para depois, na medida da queda de preços – que, aliás, deverá ser menor que o do Smart, seu principal concorrente.

O projetista, na verdade, não pensa em fabricar o T.25. Sua intenção é vender um modelo de produção (o iStream) para outros interessados, sejam montadoras, governos, ou mesmo a Apple, a Sony ou alguma marca interessada em revolucionar a indústria automotiva. Chassis e carrocerias pré-pintadas seriam produzidos separadamente, e projetados para uma montagem simples e fácil, em instalações com 20% do tamanho de uma fábrica atual. Utopia? À Car Magazine, ele afirma já ter 20 interessados, de 15 países diferentes.

(Foto da Car Magazine, feita na primeira apresentação do conceito do T.25, em 2008. Murray provavelmente já alterou bastante coisa nele)
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