Funciona assim: o cliente (motorista habilitado) faz um cadastro e escolhe um dos planos mensais, semelhantes aos planos de celular. No de 300 reais, o custo por hora rodada com um Fiat Punto é de 31 reais, com gasolina, seguro e um limite inicial de 100 quilômetros diários inclusos. O crédito excedente fica disponível durante os dois meses seguintes.
Outros planos (e carros) oferecem custos de até 22 reais por hora. O cliente recebe um cartão de acesso, e faz sua reserva via telefone ou internet. Depois, é só se dirigir a um dos pontos de estacionamento 24h (chamados PODs), destravar o carro com o cartão e sair por aí. Na volta, basta estacionar o carro no POD mais próximo, deixar a chave no porta-luvas e tchau.

A operação do Zazcar em São Paulo começou em julho, e ainda está em fase inicial. Por enquanto, são quatro PODs, espalhados pelo trajeto da avenida Paulista e da Linha Verde do metrô. Mas o diretor Felipe Barroso estima que, se emplacar, o Zazcar pode crescer ao ritmo de até três novos PODs todos os meses, espalhados pela cidade.
O otimismo tem fundamento. São Paulo já é a milésima (sim, você entendeu bem) cidade no mundo a possuir serviço de car sharing. O sistema surgiu na Suíça, em 1988. A maior operadora do tipo, a Zipcar, possui 325 mil usuários cadastrados nos Estados Unidos, atrai investimentos de grandes montadoras, espera crescer 30% ao ano, e deve contar até com um app para iPhone que localiza, reserva e desbloqueia os carros da frota. “O car sharing já está virando mainstream”, sintetiza Barroso.
Além de tudo, segundo pesquisas em mercados desenvolvidos, cada veículo de uma frota de carsharing pode servir de 6 a 20 motoristas, consequentemente reduzindo a quantidade de carros no trânsito. Para descobrir se a modalidade compensa financeiramente ou não para você, só mesmo fazendo os cálculos. Custo do veículo, IPVA, seguro, gasolina, limpeza, manutenção, vaga na garagem...