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(Re)invenção da roda

Enviada por Inspirador em 28.08.20

categorias Propulsão, Design

Uma das sacadas do drive-by-wire é a possibilidade de uma revolução completa na arquitetura dos automóveis. Além da eliminação de sistemas mecânicos e hidráulicos, ele permite uma miniaturização dos componentes e, por tabela, sua distribuição pelo carro. Imagine, por exemplo, um automóvel onde motor, suspensão e freios fossem todos integrados à roda, liberando enormes áreas de espaço para outras soluções de design.

A Siemens VDO foi uma das primeiras a trabalhar nesse conceito, três anos atrás. O eCorner propunha um motor elétrico que movimentaria as rodas via eletromagnetismo. Suspensão e freios também ficariam alojados dentro da roda. As vantagens seriam grandes: cada eixo ou conexão mecânica eliminado significa uma menor quantidade de energia dissipada (devido a isso, a potência real de um automóvel é geralmente medida na roda, e não no motor).



Além disso, seria possível conseguir uma aderência bem maior. Coordenadas por uma central, cada roda poderia excercer forças de tração, estabilidade e freios independentes, conforme a situação – numa curva, por exemplo, isso impediria uma roda de escorregar ou girar em falso junto com a parceira do outro lado do eixo.

Parece futurista? Saiba que não faltam protótipos testando na prática as vantagens dos chamados in-wheel motors (ou hub motors). O sistema Active Wheel, da Michelin, deve equipar o futurístico esportivo elétrico Venturi Volage. Já as rodas Hi-Pa Drive foram sugeridas para o concept car Volvo ReCharge, além de uma picape F-150 modificada. Nela, cada conjunto Hi-Pa Drive pesa 30 quilos, e produz força equivalente aos 324 cavalos do motor V8 5.4 que foi substituído.

Venturi Volage

O carro aí em cima é o Venturi Volage. Quer ver um exempo de in-wheel motor em ação? Confira abaixo:

  • Comentários

  • Avatar de Ivo R. Montanha Junior postado por Ivo R. Montanha Junior em 17.12.2009

    Apesar das evidentes vantagens, o grande problema de inserir o motor na roda é o aumento da massa não suspensa do veículo, o que aumenta a inércia do conjunto roda/pneu e assim prejudica a dinâmica da suspensão, pois piora a estabilidade em alta velocidade (justamente onde a frequência de trabalho da suspensão aumenta) já que a roda “flutuaria”, perdendo contato com o solo (aderência). Entretanto, se o motor for bem leve, até compensaria utilizar na roda, pois eliminaria os semi-eixos e homocinéticas, baixando até o custo. Acredito que isso valha para um veículo de uso geral, por ter dois ou quatro motores de potência equivalente, distribuindo bem a massa do motor. Mas se o veículo tiver caráter mais esportivo (com motores maiores e pesados), é melhor colocar um motor independente para cada roda fixado no chassis (suspenso), com semi-eixos conectados na roda (como é feito hoje em dia, o que na prática dará o mesmo efeito (potência na roda), porém com dinâmica melhor. Tem empresas nos EUA que estão colocando tais motores até em Dodge RAM o que supera de longe o defasado Diesel dela. Só espero que tal iniciativa ocorra com custo acessível para disseminar logo e baixar ainda mais o custo em possíveis veículos híbridos. Abraço.

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