Nos aviões, o manche foi substituído por um joystick, com sensibilidade artificial. Nos carros, aceleradores by-wire já são relativamente comuns, mas o potencial de revolução seria ainda maior. Sem a necessidade de colunas de direção, válvulas hidráulicas, eixos de transmissão e outros mecanismos, a arquitetura dos veículos ganharia um novo universo de possibilidades, incrementado ainda mais pela ascensão dos motores híbridos e elétricos, que só têm a ganhar em um carro gerenciado by-wire.

A descentralização dos propulsores, por exemplo, está intimamente ligada a isso (como veremos logo a seguir). Um sistema de navegação que faça o automóvel andar sozinho, também. E para os cadeirantes e outros motoristas especiais, o drive-by-wire é a esperança concreta de um automóvel que simplesmente não precise de adaptações – no máximo, um menu de configuração.
Claro, há quem não confie em sinais digitais, e prefira os bons e confiáveis controles mecânicos. “E se der uma pane elétrica, o negócio para de funcionar?”, costuma-se pensar. No caso dos aviões, a solução foi implementar (com sucesso) sistemas redundantes duplex ou até triplex: se um pifa, o sistema tem dois circuitos reservas. E você, confiaria o comando do seu automóvel a um joystick?
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