
O FCX Clarity entrou em produção em 2008. Tem autonomia de 620 km e 135 cavalos, potência razoável para um sedã médio. Um lote de 200 unidades foi distribuído para clientes na Califórnia sob a forma de leasing, 600 dólares ao mês, durante três anos. Achou caro? Estima-se que o Clarity custe entre 1 e 2 milhões de dólares cada. No Brasil, a construção de três prototipos de ônibus movidos a hidrogênio que começam a circular em São Paulo foi orçada em 20 milhões de reais. Baratos eles não são.

Outro complicador é o reabastecimento. O oxigênio pode ser captado do ar, mas o hidrogênio puro é difícil de se distribuir – na Califórnia, há uma pequenina rede de postos preparados, e em São Paulo, o ônibus irá circular por apenas um corredor. Devido a isso, pesquisas sugerem sistemas internos que possam extrair hidrogênio a partir de gases combustíveis como o GNV, que já possui rede de distribuição estabelecida.
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